CIOT no MDF-e: como o sistema gera e gerencia
O que é o CIOT, como configurar os valores padrão (fallback) e as três formas de gerá-lo na emissão do MDF-e - manual, automático direto na ANTT e via integradora (IPEF).
Quando usar
Use quando a empresa contrata frete de terceiros (ou tem frota própria de ETC) e precisa informar o CIOT no MDF-e.
Antes de começar
- Empresa emitindo MDF-e no sistema
- Cadastro do veículo com o número de eixos preenchido
O que é o CIOT
O CIOT é um código numérico obrigatório criado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) para regulamentar o pagamento de fretes prestados por terceiros. Ele garante que o motorista (ou transportador autônomo) receba o valor do frete de forma justa, respeitando o piso mínimo e por meios de pagamento homologados.
Antes de ver como o sistema gera esse número, vale entender uma configuração de segurança que existe na tela de Geração do CIOT (MDF-e).
Valores padrão (fallback)
Logo abaixo das opções de modo de geração existe o quadro Valores padrão (fallback). Ele funciona como uma rede de segurança: se alguma informação sobre o produto ou a carga ficar sem preencher na emissão do MDF-e, o sistema usa esses padrões para não travar a geração do CIOT.
- Tipo e natureza da carga padrão: um código padrão da tabela da ANTT (ex.: 9401) quando a maior parte das viagens é sempre do mesmo tipo.
- Tipo de pagamento padrão: a forma de pagamento mais comum (ex.: "5 - Outros").
- Características da viagem: marque se a frota costuma fazer operação de alto desempenho, se a viagem costuma ter retorno vazio (sem carga na volta) ou se o veículo é uma composição veicular (com reboques). O número de eixos vem automaticamente do cadastro do veículo.
Modo Manual (atual)
Neste formato você continua fazendo a gestão externa: o operador gera o CIOT no portal da ANTT (ou na integradora) e digita o número na tela do MDF-e. Nada muda no processo de hoje.
No MDF-e, na aba "Informações Agência Reguladora", preencha o número do CIOT e o CPF/CNPJ do contratante/motorista e clique em Adicionar.
Modo Automático: direto na ANTT (frota própria)
Aqui a geração ocorre por dentro do ERP: o sistema gera o CIOT em nome próprio na API da ANTT, usando o certificado digital da empresa, e a ANTT valida o piso mínimo no ato.
Na tela do MDF-e aparece o botão "Gerar CIOT automaticamente" e um quadro amarelo que confere os dados obrigatórios, apontando o que falta (CNPJ do emitente, RNTRC, placa, valor do frete, códigos IBGE etc.).
Modo Automático: via integradora (IPEF)
É a recomendação definitiva e a solução mais segura para a transportadora: o CIOT é gerado por meio de uma integradora, obrigatória ao contratar TAC. A tela de emissão é muito parecida com a do modo ANTT, com o mesmo validador de dados faltantes e o botão de geração automática.
| Modo | Como funciona | Quando usar |
|---|---|---|
| Manual | Gestão externa; você só digita o número já gerado | Enquanto não houver integração |
| Automático direto na ANTT | Gera o número pelo sistema, sem gestão financeira e com risco de instabilidade | Frota própria, com cautela |
| Automático via integradora (IPEF) | Geração automática com segurança, estabilidade e controle financeiro exigido por lei | Recomendação definitiva |
Problemas comuns
- O botão "Gerar CIOT automaticamente" não aparece - o modo de geração está em Manual; troque em Configurações Gerais > Geração do CIOT.
- O quadro amarelo aponta dados faltantes - preencha o que ele lista (CNPJ do emitente, RNTRC, placa, valor do frete, códigos IBGE) ou configure os valores padrão (fallback).
- A geração direta na ANTT falha ou demora - a integração direta é instável; a recomendação é gerar via integradora (IPEF).
